Saturday, April 07, 2007

"Preciso que me prendam à vida, à vida que entretanto me partiu e deixou assim, sem passado e sem morada, à procura do coração que o teu amor e o teu corpo mataram.
Só resta chorar. Mas chorar demora muito tempo.
Eu preferia arrepender-me.
Leio de mais. Oiço de mais. Vejo de mais. Estou parado de mais, recebendo mais do que consigo receber.
O céu parece-me demasiado azul. A música é mais triste do que mesmo, os mais tristes, precisaríamos.
Deixem-me sair daqui. A única coisa que sei fazer é sentir. Preciso que me ensinem a enganar-me. Preciso que me ensinem a interromper.
Vivo de mais. Durmo de menos. Acordo para acordar os outros. É como se a luz me acompanhasse. É como se o sol, quando nascesse, viesse propositadamente acordar-me.
Estou sozinho de mais. Nas minhas estrelas não há noite nem amor. Tenho as mãos vazias, viradas para o céu, como se tivessem recebido a lua, como se tivessem ficado encharcadas de tinta da escudirão.
(...)
Vem depressa, cara linda, antes que seja tarde. O meu coração tem a lembrança curta e as minhas mãos só servem para te tocar."
MEC

Thursday, April 05, 2007

"Tenho saudades de ti. Mas não me custa sofrê-las, comparado ao que eu sofria quando estavas aqui comigo, deitada no meu ombro, a sonhar os teus sonhos, agarrada a mim, o meu amor, o meu amor a arder-me no coração, deitando fogo ao meu sossego, tanto era o amor que te tinha, e o terror e a certeza de perder-te."

"Claro que tenho o coração ensanguentado. É a única condição que nos faz falar do que nos cerca. É preciso estar muito triste para descrever seja o que for."

"Quando chove, o meu coração não é meu. Gostaria de não ter coração - que outra pessoa qualquer, que gostasse de mim, o tivesse."

MEC, claro

Tuesday, April 03, 2007

Ressuscitaste-me o coração para o voltar a matar! Pára, ordeno-te! Não quero ser tua amiga! Não quero sequer falar contigo! Mata-me! Ou se, por outro lado, insistes muito e queres assim tanto, ao menos não fales manso. Sê bruto, que é assim que eu não gosto de ti. Assim ao menos não me atrais. Estúpido, odeio-te! Odeio!
odeio odeio odeio !!!
Que mania de me fazer chorar quando não deves! Pára! Já chega! Já nasci e já morri sei lá quantas vezes... que já me cansei!

raiva!

Odeio-te!
Bruto e seco!
Bruto e seco!
Bruto e seco!
e com duas pedras de gelo


obrigada!

Monday, April 02, 2007

"arrepias-me dos pés à cabeça!
odeio-te..."




-parece o paraíso...
-então porque é que eu voltei para trás?



não devias mesmo ter voltado
devias ter seguido em frente
-x sonhou hoje comigo :o
-eu sonhei co y. que merda!
-esse já faz parte de ti, queres o quê?
-ó pá, quero ver-me livre dele de uma vez por todas! ando farta disto
-como se bastasse querer...!
-pois, o problema é mesmo esse... não basta querer. porque eu até quero, ele é que parece que me persegue... até nos sonhos!

Sunday, April 01, 2007

estou cheia de saudades e com um aperto do caraças no coração.
não sei de quê, ou de quem, mas estou. juro que estou.
apetece-me ter conversas de papagaio com meio mundo e sentir-me quente.
tenho as mãos e os pés frios. e coisas para fazer.
não gosto.
quero a catarina. falta dela.
de ter saldo no telemóvel.
de abraços.
de sorrisos.
deles.
deles.
deles.
quero-os
aqui
outra vez
mais e mais.
saudades do...
mar?
de...
pessoas
essas pessoas
aquelas pessoas
que me são tudo




quero...
arrepios
e lágrimas
e suor
e gestos
desses


outra vez
outra vez?
outra vez.

Friday, March 30, 2007

-E o que queres tu? Ou melhor, quem queres tu?
-Quem quero eu? Quero-me a mim mesma, que me perdi algures numa esquina qualquer e infelizmente ainda não me encontrei.

Monday, March 26, 2007

"A intimidade é um horror. (...) Quando não há nada que não se possa pedir ou dizer, passa-se a vida a pedir e a dizer os maiores disparates. É a confiança, no pior sentido da palavra, que faz pouco dos grandes amores."
do MEC, claro
não podia concordar mais com isto

Sunday, March 25, 2007

tens tido cada atitude mais infantil que deixam este mundo e o outro a desejar. pareces um retardado, às vezes. não medes o que dizes, nem como dizes. o que fazes ou como fazes. magoas mil pessoas num piscar de olhos. pisas e destróis. mas se é assim que tu queres... é assim que vais ter. como sempre. as pessoas só têm e recebem aquilo que merecem e procuram. e tu, com essas presunções de achar que nem todas as pessoas merecem ver-te os dentes, vais acabar sozinho. sozinho, oh. ali, no canto, a choramingar, feito um bebé a quem acabou de ser roubada a chupeta. e quando cresceres e finalmente perceberes o que tens andado a fazer... oh, se não for tarde, é quase. mas pronto, dá-se um desconto porque estás na adolescência.
mas sim, "cresce e aparece"!

Saturday, March 24, 2007

«As mulheres são todas diferentes. Os homens são todos iguais. Em termos de informação, os amigos são uma perda de tempo tão grande como as mulheres. Os amigos nada acrescentam ao que se sabe. Cada mulher faz questão de alterar o trabalho da mulher anterior. O nosso maior amigo não nos adianta nada. Mantém-nos exactamente no mesmo preconceito. Mudar de mulher é mudar de paradigma.
Os amigos servem para nos lembrarem daquilo que já sabemos. As mulheres servem para nos fazer esquecer tudo o que sabíamos. Está mais que provado. Os homens são todos iguais. Copiaram-se em conjunto. As mulheres são todas diferentes. Destacaram-se uma de cada vez.
(...)
As mulheres são todas diferentes. Quando se perde um homem, há outro igual ao virar da esquina. Quando se perde uma mulher, é uma vida. Os amigos arranjam-se e as mulheres também, mas as mulheres ninguém sabe como é. As mulheres sabem. Os homens pensam. As mulheres pensam que sabem. Os homens sabem que não sabem. Mas são as mulheres que acabam por ter razão.
Quando penso nestas coisas gosto da sensação de não chegar a parte nenhuma. Falar nas "mulheres" é uma estupidez. De nada serve falar a este nível de abstracção. É como falar do "Universo".
Pior. Cada mulher deste mundo é um universo à parte. Ou, se calhar, é só porque as mulheres não pensam nos homens como os homens pensam nas mulheres.»

in "O Amor é Fodido", de Miguel Esteves Cardoso
(um verdadeiro vício, este livro!)

Thursday, March 22, 2007

já não sei nada de nada. já não sinto nada. parece que me fizeram uma lavagem ao cérebro e ao coração.

Tuesday, March 20, 2007

Estou cada vez mais decepcionada com a vida que levo. Sou impulsiva, descontrolada. Maltrato quem quero e quem não quero. Uso e abuso das pessoas. Não sou constante. Vomito gestos e palavras. Gasto-as. Levo tudo ao extremo, tanto o amor como o ódio. Não sou rancorosa mas sou orgulhosa. Não gosto que me pisem os calos. Grito muito. Não sou histérica, sou refilona. Retardada, às vezes. O meu cérebro funciona mal logo de manhã. E ao final da tarde. Demoro a perceber as coisas. Às vezes torno-me lenta e chata. Sou preguiçosa. E mandona. Não gosto de gente cola nem de amaços no meio da rua. Sou sensível, mas dificilmente amo alguém. Preciso de tempo. Bastante. Demoro a amar e demoro a esquecer. Detesto ser ignorada, mas gosto de ignorar os outros. Perco com facilidade aqueles de quem mais gosto por simplesmente não saber lidar com eles. Acho que os possuo, e acabo sempre por estragar tudo. Não gosto quando sofrem (ou quando dizem que sofrem) de amor por mim. Não gosto do amor. Aliás, detesto-o. Sou daquele género de pessoas que acha que o mundo era muito mais útil se os seres humanos fossem tipo robots; que a ligação coração-cérebro pura e simplesmente não deveria existir. Falo de mim com dificuldade e muito esporadicamente mas quando o faço tenho bem a noção daquilo que escrevo. Normalmente tenho bem a noção daquilo que escrevo. Já vivi o (pseudo-)amor da minha vida. Perdi-o exactamente por não saber cuidar, manter, etc. Gosto de batidos de morango e de waffles com gelado por cima. Quem me dá um dia na praia dá-me tudo. O verão é a minha eterna paixão. Não dispenso as conversas que tenho com os meus amigos, seja cara-a-cara ou por telefone. Por falar em telefone, consigo passar horas e horas agarrada a ele. É frustrante, mas consigo. Não durmo de dia, por mais sono que tenha. Detesto quando o meu cabelo cheira a vento ou quando passo muito tempo fora de casa. Costumo sentir-me deslocada em centros comerciais muito grandes. Quero casar-me e ter filhos: o Gaspar e a Maria. Ou a Amélia. Tanto faz. Sei falar espanhol e tenho cócegas pelo corpo todo. Gosto de sedução. Roo as unhas, mas continuo a pintá-las de vermelho. Sou perdida por parques de diversões. Consigo almoçar gelados e passar uma noite inteira a conversar ou a ler. Detesto que me mintam ou me escondam coisas. Embebedo-me facilmente. Tenho um leque vastíssimo de heróis e pessoas importantes. Não vivo sem metade deles. Choro e rio com facilidade. Minto-me a mim mesma quando não gosto do que estou a sentir ou a ver. Sofro de amores desnecessariamente. Prefiro os morenos aos loiros, se bem que há excepções. Por vezes há verdadeiras batalhas dentro do meu cérebro. Esse é outro que ainda não controlo bem. Se bem que a maioria do meu corpo não seja controlado por mim. Sou influenciável e detesto hip-hop. Se pudesse estava sempre sem fazer nenhum, com o cu alapado na areia e a ouvir o mar. Conheço e controlo-me muito mal, há quem me conheça melhor que eu mesma. Sou paranóica com o perfeccionismo e não gosto de brilhar; prefiro deixar essa tarefa para os outros, e ficar a ver. Bebo leite de soja e como cereais logo pela manhã. Não acredito muito em Deus nem naquela velha história do Adão e da Eva. Não acredito que ultrapasse os 77 anos e tenho a sensação que quando morrer vou estar sozinha num apartamento com um cão ao colo. Inspiro-me do nada.

Monday, March 19, 2007

Já foste. Já foste fogo, já foste noite. Já foste fogo e noite. Já foste mar, já foste sal. Já foste água. Já foste vida; vida essa que me consumia e asfixiava. Vida que acabou por estragar a minha própria vida. Já foste cor, cheiro e sabor. Já foste amor. Paixão. Desejo, fugaz. Momentâneo. Passageiro. Mas intenso e súbito. E mortífero. Já foste sorrisos. E lágrimas. E saudades. E dor. Se bem que tenhas sido mais dor que sorrisos. Mais tristeza que alegria. Mas mais amor que paixão. Já foste sangue, segredos, confissões e medos. Já foste palpitações. Já foste línguas e dedos, fluídos e pêlos. Já foste descoberta. Escola. Primeiro amor. Já ensinaste, já cuidaste, já mimaste e já deixaste. Já cansaste. Já cansei. Já morreste e voltaste a nascer, para que eu própria te matasse. Já caíste e já te apanhei. Já choraste e já te limpei. Já gozaste e bateste. Maltrataste. Porque eu sou má! E não sei cuidar o que tenho. E como precioso que eras, fugiste. Mentiste. Não traíste. Usaste. E abusaste. Todos os dias da tua vida.
Pois é, já foste.
Agora és saudade dos momentos menos maus. És lembrança. Recordação. Desejo reprimido. Quase nenhuma palpitação. Angústia do saber ou do tentar manter. Isso, só isso.
És.

Sunday, March 18, 2007

o João diz que eu estou com uma política qualquer anti-amor enfiada na cabeça; eu cá acho simplesmente que deixei de acreditar nele. acreditar nele pra quê? ainda por cima na minha idade. oh, o amor que vá pró caraças. não gosto de casais. nem de beijinhos em público. muito menos de discussões. porcaria de vida... e depois chamam-me invejosa. invejosa uma ova! só acho é ridículo o tempo que se perde a tentar conhecer e descobrir a outra pessoa quando, sem mais nem menos, ela decide que não nos "quer" mais e nos manda passear. oh, por favor, haja paciência!

Saturday, March 17, 2007

-tenho sede de mundo
-sede de mundo. hmmm. e isso quer dizer o quê?
-vontade de fugir daqui e não mais parar
-não x| ficas comigo
-não, tu vais comigo...
-ah, tá melhor assim. ai ni ni... tu precisas é de verão e mar e praia a ver se desanuvias a cabeça
-cortar a cabeça era mais giro, lol
-tu precisas é que te cortem a estupidez. joke. mas sim, cortar cabeças é giro, sem dúvida



falta muito para o verão?
é que sinceramente, isto já cansa...

Friday, March 16, 2007

o coração parou
a alma tremeu
e o cérebro cansou



o corpo morreu

Thursday, March 15, 2007

querido deus,

obrigada pelo dia de hoje; faz com que se repita e que os vindouros sejam ainda melhores.
de preferência com mais solinho, shisha e álcool.

ámen
"eh.
tou a precisar de limpar a cabeça
e tu fazes isso mt bem
mas coiso :/"



:heart: neste, que bem merece
meu vivi*

Tuesday, March 13, 2007

apetece-me escrever mas não sei o que escrever. estou com o corpo cansado e com a mente mole. e bastante aliviada por não ter mais testes pelo menos até Abril. estou farta de escola. de livros. de aulas intermináveis. de professores. de matéria. do Manel. dos colanços do Didi. quero praia. mais praia. com pizzas e álcool outra vez. e gelados. e waffles. eee mais álcool. e sol. mar. areia. música. concertos. parques de campismo. tendas. sacos cama. directas. álcool. shisha. Porto Covo. mar. mar. mar. calor. mar.
*suspira...*
17. festas. mais álcool. discoteca. música catz-puntz. 17. 17. 17. 17. 17. auri :'( marco ana mana grego miguel(?) andré vieira guerreiro inês élia cris lebre lebre lebre lebre auri auri justiça auri ana pedro. lebre e mais lebre. e mais gelados. e mais sol. SOL. sol. e fotografias. e música. e mais gelados. e barra.

e férias!

Sunday, March 11, 2007

ai que domingo tão bom!
praia, pizza, álcool, sol e amor. muuuito amor.
já tinha saudades destas coisas...



[pena é a geografia, que vai ficar toda amontoada e a pedir horas extras em horários pouco normais]

Saturday, March 10, 2007

Saudades

Saudades! Sim... talvez... e porque não?...
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!
Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
 
                       Florbela Espanca

Friday, March 09, 2007

"para sempre"... essa expressão que é tão fácil de dizer e tão difícil de cumprir. mais difícil ainda de esquecer. o que se promete e a quem se promete. a forma como se promete. o cheiro que ela traz. porque tudo traz um cheiro diferente, parecendo que não. eu senti o teu e tremi. como sempre. maldito vício, maldita cura. maldita manhã de segunda-feira em que apareceste na minha vida. em que entraste nela. em que permaneceste nela. em que não conseguiste sair dela. maldita quinta-feira em que te abraçaste a ela. pela primeira vez. que a sugaste. que a viveste. que a comeste. que a seguraste. pela primeira e última vez. da melhor forma que soubeste e conseguiste. e amaste. como só tu amou esta pobre vida. tão tua e tão sozinha. já mais tua do que minha. já mais tua do que minha...
e sim, os meus bits e os meus bytes estão completamente sós a ecoar algures num servidor
"eu movo com o coração, nunca com (censurado) nem com a cabeça. tudo o que vês é coração. e é aí que peco."


eu disse isto hoje ao Pedro
acho que é giro desabafar com ele

Thursday, March 08, 2007

dia feliz
bastante

vi quem queria e quem não queria. estive com quem queria e com quem não queria. aliás, não. não estive com quem não queria. passeei. ri. sorri. apanhei sol. conversei. abracei. beijei. fui beliscada. cheirei. muito. aprendi malabarismo. estive a tarde toda nisso. e consegui! (feliz, posso?) suei. ri mais. comi bem. bebi bem. desidratei um bocado. corri. abaixei milhentas vezes para apanhar o raio das bolas. apanhei com elas na cabeça e mandei-as às pessoas. cheirei-o todo. e ele cheira a roupa. uau. o(s) outro(s) não, cheiram a perfume. este cheira a roupa. era o único cheiro que faltava para ter a colecção completa. e agora já está. desmoralizei quando os vi a fazer aquilo tão bem com as massas. e com as bolas. mas consegui. não bem bem bem, mas consegui. e não fui ao ginásio. bah. estou morta. raio das bolas. e tomei banho e estudei. e falei com a lebre e com o pedro. e com seilámaisquem. e arrepiou-se-me(?) o coração uma ou duas vezes. e ri mais. e cheirei outras coisas. e abracei outras tantas. saliente-se que aqui coisas são pessoas. eee descobri que está a ficar calor. muito. e que tenho os óculos sujos. uau. e que tenho sono e que amanhã tenho teste de macs. e que hoje não tive aulas. e que benditos sejam os dias do patrono. eee as pessoas de artes. e a josé estêvão. e as coisas de lá. todas as coisas de lá. as minhas coisas de lá. awh. e disseram que o meu cabelo cheira a mel. haha. eee mexeram-me no cabelo enquanto eu tentava coisar as bolas quieta. e eu claro está que não consegui. e estou farta de roupa. de fazer combinações e pensar no que vou vestir amanhã. posso andar nua? meh. tenho mesmo sono. quero cama. e outras coisas. que não se dizem. pensam-se. e sentem-se. e chau porque amanhã é sexta-feira e as sextas-feiras são sempre amor. aliás, vou ter dois dias seguidos de amor. dois? nah, três! o de quarta também foi. hahaha, e que amor que foi. mas isso não interessa. chau.

Monday, March 05, 2007

cansada e esgotada e com uma semana de trabalho pela frente e farta de pessoas e de pseudo-monólogos com o meu tico e o meu teco e a dar respostas (demasiado) secas e a aborrecer-me por tudo e por nada e a sentir-me velha e com os olhos pesados e com vontades reprimidas que nunca mais chega a altura de saírem. mas falta pouco. há que ser crente. eu não sou mas faço de conta. há que abrir excepções. quero quinta-feira. tanto esta como a próxima. e quero os meus babes que chegam amanhã. e estou em loop com uma música há mais de meia hora. e não me apetece responder às janelinhas laranjas do messenger. e com os olhos cada vez mais pesados. e pesados. e com a tal vontade hoje ainda mais à flôr-da-pele. oh, e que vontade. tenho uma espécie de dor numa zona qualquer pouco perceptível perto da costela que tenho "pra dentro". mas que por acaso tenho mesmo. não interessa. e a música acabou e começou de novo. e o trabalho que me lembrei à última da hora já está feito e imprimido. até que ficou bonito. e eu estou quase a desfalecer. tenho sono e uma pitada de fome. e os dentes ainda por lavar e o chichi por fazer. e o beijinho de boa noite ao avô ainda por dar. mas que raio estou eu a fazer ainda aqui? boa noite, que a minha vida não é isto!

Sunday, March 04, 2007

maldita a hora em que tive de me (censurado) por ti


deprimida e reprimida
hoje mais que nunca
és um apetecer reprimido
que fica ao pé da raiva
a baralhar a minha mente




e a destruí-la

Saturday, March 03, 2007











(eu também)
So far away.
It's growing colder without your love.
Why can't you feel me calling your name?
Can't break the silence,
It's breaking me.

All my fears turn to rage.

And I'm alone now, me
And all I stood for.
We're wandering now.
All in parts and pieces, swim lonely, find your own way out.
deixas-me sem saber sequer o que pensar

Friday, March 02, 2007

estou com um cheiro estranho na mão esquerda. e o problema é que não consigo descobrir de quem ele é. mas que grande bosta!



dia de hoje? amor amor amor
já fazia falta
[
exhausted]

Wednesday, February 28, 2007

que engraçado... tenho uma pessoa na minha vida 9 anos e 5 meses mais velha do que eu que me diz que sou crescida, e outra com apenas mais 28 dias que eu que me diz para crescer

então, como ficamos?

Monday, February 26, 2007

Uso as pessoas da melhor forma que me convém, de acordo com as minhas necessidades e com as minhas carências. Todos usamos. Quando estamos muito tristes, procuramos aqueles que sabemos que vão ter uma palavra amiga e reconfortante para nos dar. Quando estamos muito alegres, procuramos os foliões. Quando estamos carentes, procuramos quem nos tire a carência. Mas depois há peças do puzzle que saem do sítio. As tais que podemos usar em mais do que uma situação. Em várias, até. Ou em todas. E depois há também as que desaparecem definitivamente do puzzle. Seja por que razão for. E aí somos obrigados a substituí-las por outras. Não que estas sejam melhores; podem ser, podem não ser. Mas temos que as substituir. O nosso corpo precisa delas. E o cérebro também. O meu puzzle anda um pouco desiquilibrado (como digo?), penso eu. E ando na tal fase de substituição de peças. Na fase de escolha. Mas precisarei eu mesmo disso? Oh, claro que preciso, então, o corpo pede... Então e a alma? A alma pede também. Mas o que a alma pede isso já não volta. Ou pelo menos agora. Nunca se sabe o dia de amanhã.

Sunday, February 25, 2007

querido deus,

eu também quero ser feliz, está bem?


muito obrigada.

"Eu sou feliz, se tu fores feliz, independentemente de estares longe ou perto de mim. Eu te encontrarei sempre no meu coração onde quer que estejas na vida física.
Ao perder o medo da perda, da separação, eu ganho toda a eternidade. Ao soltar a posse, ao acreditar que todos os caminhos se voltarão a cruzar algum dia, eu ganho a vida eterna."

-se nao querem azedar mais a coisa parem
-como está se continuam só pioram
-é parar, descançar e qd tiverem a certeza de q ja nao há calhaus a atirar um ao outro ou q ja nao há perigo de se ferirem, entao ai sim, voltem a falar



exactamente
com uma dor danada no coração
e um peso anormal na consciência

Saturday, February 24, 2007

152479

porra, tenho as mãos a cheirar a batatas e um pêlo numa unha pintada
e uma dor do caneco no ventrículo esquerdo

Friday, February 23, 2007

quero o que não posso ter
e tenho o que não quero

Thursday, February 22, 2007

CARANGUEJO


22 de Junho a 22 de Julho

O 4º signo do Zodíaco

Elemento: Água, Cardinal
Planeta Regente: Lua
Príncipio: Passivo
Parte do corpo: Peito, Estômago
Estação do ano: Começo do Verão no hemisfério norte e começo do Inverno no hemisfério sul
Incensos: Alfazema e Violeta
Pedras: Turquesa
Dia: Segunda
Metal: Prata
Côr: Prateada

Personalidade do Caranguejo: "Amem-me"

Os Caranguejos querem proteger e salvar o mundo. Não se metam com eles, são ferozes. Defendem os seus direitos, e os direitos dos seus amigos, a qualquer custo. Homens ou mulheres, os Caranguejos são "mães". Caranguejo é o signo de casa, mãe e tarte de maçã. Os Caranguejos são intuitivos (até psíquicos) e utilizam as suas emoções como um conjunto de roupa. São regidos pela Lua. A disposição de um Caranguejo muda como uma vela que se derrete e se desvanece. Riem num minuto e no outro estão a chorar e sentimentais. Nunca sugira a um Caranguejo que se livre das coisas que estão no sótão há décadas, porque lá dentro está o resto de tecido que a avó utilizou para fazer o seu vestido de casamento. Não tem sentimentos pela História? Os CaranguejosCaranguejos têm uma ligação especial com as suas mães. O facto de a mãe o ter deixado sozinho na escola pode ser a razão de ser tão emotivo e sensível actualmente. Adoram História, e lembram-se de tudo. Pergunte-lhes sobre o seu primeiro dia de escola (se tiver muito tempo a despender), e eles lembrar-se-ão de todos os detalhes, até às pequenas meias que usaram e do momento em que as suas mães realmente os deixaram lá.

AMIZADE
Um amigo em dificuldades é realmente um amigo. Os Caranguejos virão sempre em nosso auxílio. Não conseguem dizer não, mesmo se for para carregar 100 quilos através do deserto. Eles ajudam os seus amigos, mas isso é só porque se preocupam demasiado. Todos deveriam ter um ou dois amigos Caranguejo. Em retorno, os Caranguejos esperam que os seus amigos estejam lá quando a sua depressão os atingir. Se não estivermos por perto quando eles precisam, sentir-se-ão pessoalmente rejeitados.

AMOR
Os Caranguejos casam para a vida. O seu instinto natural é ter filhos, muitos filhos, portanto o casamento é mesmo importante. No vosso primeiro encontro, o Caranguejo perguntar-lhe-á se preferem casamentos de Junho ou Dezembro. Os Caranguejos são engraçados e sensuais. Mas retiram-se para as suas carapaças e atingem com as suas garras quando se sentem injuriados (e eles sentem mais do que qualquer outro). Precisam de ser o Número 1. Trate-os com gentileza. São mansinhos quando se trata de amor.

apetece-me que tu tenhas 29 para que eu tenha 20
para podermos viver sem que nada nos prenda
poder sair e gozar
e viver
viver
viver

apetece-me saltar
gritar
esbracejar
sei lá...
apetece-me!



humpf... quem sabe só me apeteça mesmo rum e shisha... e Areia Branca.

Wednesday, February 21, 2007

o tico e o teco pararam de chatear
milagre!

Tuesday, February 20, 2007

A juventude é a paixão pelo inútil.
farta
de
mim

com coisas a boiar no cérebro
uma resposta pendente
dois trabalhos para fazer
e páginas e páginas para estudar
...

e a vontade? onde raio se meteu a vontade?
hah, ontem tive-a
mas por acaso tive mesmo
acabei o livro lá para o contrato de leitura
que por acaso teve o fim mais triste e ridículo de sempre
e ainda li coisas para inglês
e corrigi outras tantas para português

eee falei com quem não devia
ou devia mas não podia
porque me atrofia (ainda) mais o tico e o teco
e me deixa ainda mais coisas a boiar no cérebro
que já não está nada bagunçado nem nada
o coitado



é uma tristeza
quero rum e shisha
já!
ouviste?

Monday, February 19, 2007

Under blue moon I saw you
So soon you'll take me

Up in your arms

Too late to beg you or cancel it

Though I know it must be the killing time

Unwillingly mine


Fate
Up against your will

Through the thick and thin

He will wait until

You give yourself to him


In starlit nights I saw you
So cruelly you kissed me

Your lips a magic world

Your sky all hung with jewels

The killing moon

Will come too soon

Sunday, February 18, 2007

com a puta da alma ainda aos bocados
ou mais

e mais
e mais




migra, já te disse!


ou então cala a boca e o cérebro de uma vez, e tira-me de mim!

Saturday, February 17, 2007

Breathe it in and breathe it out
And pass it on, it's almost out
We're so creative, so much more
We're high above but on the floor

It's not a habit, it's cool, I feel alive
If you don't have it you're on the other side

The deeper you stick it in your vein
The deeper the thoughts, there's no more pain
I'm in heaven, I'm a god
I'm everywhere, I feel so hot

It's not a habit, it's cool, I feel alive

It's over now, I'm cold, alone
I'm just a person on my own
Nothing means a thing to me

Free me, leave me
Watch me as I'm going down
Free me, see me
Look at me, I'm falling and I'm falling.

Thursday, February 15, 2007

se a saudade matasse...
ai se a saudade matasse...!
tenho a alma aos bocados

Wednesday, February 14, 2007

Que me quereis, perpétuas saudades?

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.


Luís de Camões

Tuesday, February 13, 2007

Há dias que acordamos com um sorriso na cara. Sem razão nenhuma aparente. Pois é, eu hoje acordei com um. Sinto-me livre, solta, alegre. O tempo lá fora não é dos melhores e não ajuda muito, porque continua a chover. Mas eu sinto uma tamanha paz interior que me dá razões para sorrir. Claro, porque eu não preciso de algo ou de alguém para sorrir. Já precisei. Já precisei do sorriso de alguém para sorrir. Já precisei do toque de alguém para me sentir viva. Não preciso mais. Libertei-me. Libertei-me de vez. E como alguém disse quiçá na semana passada... "mais vale sofrer tudo agora do que prolongar o sofrimento!" Óptimo. Eu já sofri tudo de uma vez. Agora sou livre. E feliz.


livre, e feliz
livre, e feliz
livre, e feliz





P.S.: Feliz 2007. Acho que ainda não tinha dito isto este ano.
(e já agora, partindo do texto de baixo, parece-me que já consegui cicatrizar a minha dor)(ôbá)

Sunday, February 11, 2007

A DOR

Os homens não sabem cicatrizar as suas dores. Vivem com elas, desabafam-nas, colhem-nas, usam-nas e voltam a colhê-las. O Homem usa as suas dores como um mártir. Todo o homem nesse estágio, é um mártir de si próprio. Esse Homem não usa as suas dores para aprender, evoluir com elas e, a partir do momento em que a lição está aprendida, cicatrizá-las. Não, esse não é o formato utilizado. Mas devia ser.

Um Homem deveria viver de bem com as suas cicatrizes. As dores curadas, a lição aprendida. Todo o homem que pensa que uma dor é apenas um castigo do céu, ainda não entendeu o propósito: o céu não castiga com o único intuito de castigar. A dor vem como um aviso, uma advertência, vem como resultado de algo que foi projectado antes. Ao compreender a dor, percebo o que projectei. Ao perceber o que projectei, percebo que devo mudar para deixar de atrair dor. Ao mudar, aprendo, evoluo, deixo de atrair a dor. Cicatrizo a ferida e dou o assunto por encerrado. Este é o círculo, este é o circuito.

Tudo o que foi feito ao contrário não está de acordo com as leis da criação. Todo o Homem tem direito a ser feliz e a ter as suas feridas cicatrizadas. O Homem que não evolui, que não muda a partir da própria dor, o Homem que apenas sofre, padece de um sofrimento inútil, estéril, que não o leva a sítio algum. É por isso que se vitimiza, deixa a ferida aberta, nunca a cicatriza e continua a atrair mais dor. Todo o sofrimento tem de ser trabalhado com vista à evolução individual.



achei que tinha a ver contigo*
[um xi-coração e um beijinho na alma (azul)]

Saturday, February 10, 2007

you could make someone happy
only with a smile
only with a hug
only with a kiss
you could make someone happy!
(...)
João diz:
mas tens q apressar o processo :>
João diz:
pra seres a antiga daniela
João diz:
sempre toda alegre
(...)


não é fácil, bitcha, mas também não é impossível ;)*
andei a ver o fotolog. sim, o meu. desde o início. é giro. sabe bem. e não, não foi para me massacrar. apeteceu. às vezes apetece. e este é o post 100, aqui. uau, também é giro. mas eu estou cansada e com vontade de dormir mais e sem pachorra nenhuma para estudar para uma porcaria de um teste de macs que vou ter na terça-feira. e estou a ouvir the doors. e ontem o marquinho esteve o dia todo comigo. yay. e vimos o donnie darko. que é confuso mas fitche e faz meiopensar. porque eu agora não penso. meiopenso. eee também estou com a cabeça meia oca hoje. (mais hoje.) e também estou meia enjoada. outra vez. yayay. e agora está a dar o "light my fire". por falar em fire, alguém bem que podia ligar a minha. mas também... oh, a grande panca já me passou. acaba sempre por passar. e a culpa é toda dele. deve achar que as fogueiras se mantêm acesas sem lenha. então não. e eu sou a super-mulher. oh, que estupidez. xau.

Friday, February 09, 2007

cala a boca, cala o cérebro.
faz-me feliz.
I will give you encouragement to choose the path that you want if you need it; you can speak of anger and doubts, your fears and freak outs and I'll hold it; you can share your so-called shame filled accounts of times in your life and I won't judge it... but I know you'll go back to your friends who will lick your ass - I won't keep on playing the victim!


I'll be happy, right?


daqui
com saudades deste blog e destes tempos
tantas tantas que só eu sei
estar doente s-u-c-k-a
muito muito muito
:s

Wednesday, February 07, 2007

"fecho os olhos por instantes. abro os olhos novamente.
neste abrir e fechar de olhos já todo o mundo é diferente."


hoje o dia foi amor
amor
amor
muuuito amor
muitas pessoas
muitos lugares
muitos cheiros
maravilhoso!
estou feliz

Tuesday, February 06, 2007

dá-me rum
dá-me rum
dá-me rum



oh, vá lá...
«O amor é... "Para viver intensamente na altura certa".»



e a tua altura certa, já passou? já a deixaste morrer?
porque é que a deixaste morrer?

Sunday, February 04, 2007

"Sou a puta da melancolia não identificada. Do ser como uma incógnita. Tenho a vida a fugir-me entre os dedos deformados, não do trabalho, nem do tempo, mas sim do ser. Está feito. Foi tudo entregue ao que não existia. Quando se entrega algo ao que não existe nunca mais nos é devolvido. Ninguém sabe quem o entregou, nem sabemos quem o recebeu. O corpo treme. Pelo medo do que foi? Pelo medo do que nunca será? A respiração é inconstante como quando tens a boca ocupada. O cheiro é desconhecido. O ser não existe mais, e quando por segundos existe, foge-se dele. O mundo acabou. Quando a dor alastra por tudo quanto é sítio, o mundo acaba. Este, acabou.
(Não vai existir mais, um corpo contra o meu com o sentimento que outrora existiu. Não vai.)"
da Catarina Rocha, aquela tal que me percebe e que eu percebo.
e mudar de cidade, posso?
ou melhor... de planeta!

Friday, February 02, 2007

É, e depois há aquelas (pseudo-)desilusões que acabam por ser mesmo umas valentes dumas desilusões, porque metemos na cabeça sabe-se lá por quem que já somos adultos e crescidos e que sabemos muito da vida, enquanto não sabemos é nada! Mas aprende-se com os erros, não é? Seja. Não me vou matar mais por tretas inúteis e por vontades e desejos que ao fim ao cabo não me levam a lugar nenhum. Porque por mais que eu queira alguma coisa, de que é que me vale, se a outra parte não quer nada? Então pronto, voltamos ao típico estado "não-ao-amor" e vamos curtindo a nossa vida sem nos prender a ninguém. Vendo melhor, até que é bem mais saudável. E já que me andavam a dizer isto sei-lá-há-quanto-tempo, pronto, nem mais; é agora. Prender prender novamente só um dia lá bem tarde far far away como diz o outro. E que idade é que eu tenho mesmo? 16. Ora lá está, 16.

Thursday, February 01, 2007

"murcha-se no outono,
chora-se no inverno,
solta-se sorrisos na primavera,
e somos o nosso verdadeiro eu no verão."


é capaz
pelo menos este ano foi um bocado assim
começando pela primavera, e acabando no inverno.

Wednesday, January 31, 2007

Eu estou com dezasseis anos (e meio) mal feitos, mas parece que vivo num corpo (e cabeça) de sessenta. Não me estou a chamar "crescida", como ainda o outro me disse hoje, estou-me a chamar velha. Velha porque parece que me arrancaram o coração e puseram lá uma pedra em vez dele. Mas uma pedra de cinco quilos... sem abusar. Porque pesa. Oh, e como pesa...! Não sei se me consigo fazer entender... mas a vida já não tem o mesmo sabor. E este 2007 não é nada do que prometeu. Ainda só tive um dia, repito, um dia (plenamente) feliz neste mês de Janeiro. Foi no dia 4. Os interessados e responsáveis que se lembrem do porquê. O resto tem sido com "batatas" nos olhos, com saudades, muitas saudades, ou com raiva/ciúme/desilusão/wtv. E desde já digo... não tem piada nenhuma viver assim. E depois é nestas alturas que aparecem os reais amigos. E que amigos! Se não fossem eles eu já tinha caído. (Okay, mais ainda.) Mas que se pode fazer? Nada, claro. É deixar o tempo passar, mais nada. Dizem que o tempo cura tudo, não é? Então pronto, espera-se. Mas por quanto tempo? E quando o coração grita: "não aguento maaaaaaais!!!", o que é que eu faço? Arranco-o e meto lá a pedra? Secalhar era melhor. Mas é com as cabeçadas que se aprende. E eu daqui aprendi que a conjunção do sentimento amor com o sexo masculino... não vale a pena. Porque nós, gajas, acabamos sempre a sofrer. Lá está, falo de gajas apaixonadas, tontinhas, que dão o mundo e o outro para ver o paspalho sorrir. E passado um tempo, vem o paspalho, ri-se, usa e abusa de ti mais uma última e mais outra vez, e abandona o barco. Tão típico e certo como dois mais dois serem quatro. Mas não faz mal. Tu, agora, como gaja (e) sofredora nata que és, aguentas a tua, calada, choras um bocado, esperneias outro tanto, e passa. Eu já chorei e já esperneei tudo o que tinha para chorar e espernear. Julgo eu.
"ó tempo, volta p'ra trás..."

oh meu deus, se a saudade matasse...

Tuesday, January 30, 2007

uma euforia disfórica
é o que isto é

sem tirar nem pôr

Sunday, January 28, 2007


lembro-me do primeiro
e do último


que parásses tu de doer, coração.

Friday, January 26, 2007

ser feliz definitivamente NÃO entra nos planos da minha vida
(ou será que posso chamar a isto vida?)
com raiva com muita raiva com imensa raiva a explodir de raiva!
de muita gente
de MUITA gente
de MUITA coisa

!!!

Thursday, January 25, 2007

com saudades muitas saudades imensas saudades mil saudades
de muita gente
de muita gente
de muita coisa

Wednesday, January 24, 2007

Certains t’ont promis la terre
D’autres promettent le ciel
Il y en a qui t’ont promis la lune
Et moi je n’ai rien que ma pauvre guitare

Je pense a toi, mon amour, ma bien aimee
Ne m’abandonne pas, mon amour, ma cherie

Tuesday, January 23, 2007

"how deep is the ocean?
how high is the sky?

(quão alto ou baixo queres que sejam?
o paraíso é uma questão pessoal...)"

Sunday, January 21, 2007

amo-te e odeio-te
amo-te mas odeio-te
amo-te porque te odeio
e odeio-te porque te amo
e odeio
e odeio
e odeio
por tanto amar
e por tanto sofrer
e por tanto odiar
acabo por ainda mais amar
e amar
e amar
e amar
mas odeio-te!
porque te amo
e porque te amo
te odeio
sans toi, les émotions d'aujourd'hui ne seraient que la peau morte des émotions d'autrefois
HIPOLITO

Saturday, January 20, 2007

o que foi não volta a ser
(mesmo que muito se queira)

Friday, January 19, 2007

sempre
e
nunca

são as piores palavras que conheço... e as únicas que por mais que se digam nunca s(er)ão cumpridas.

Wednesday, January 17, 2007

«Se de saudade
morrerei ou não,
meus olhos dirão
de mim a verdade.
Por eles me atrevo
a lançar as águas
que mostrem as mágoas
que nesta alma levo.

As águas que em vão
me fazem chorar,
se elas são do marestas d'amar são.
Por elas relevo
todas minhas mágoas;
que, se força d'águas
me leva, eu as levo.

Todas me entristecem,
todas são salgadas;
porém as choradas
doces me parecem.
Correi, doces águas,
que, se em vós m'enlevo,
não doem as mágoas
que no peito levo!»


Luís de Camões




Monday, January 08, 2007

Agora deu para me faltar aquele alento para cada novo dia. Estes agora são meio pesados, meio cinzentos. Não há aquela razão de ou para sorrir. Ou talvez até haja, eu é que ando tão cega que nem sequer a vejo. E aborreço-me facilmente das coisas, das situações. E até das pessoas. Mas eu sempre me aborreci facilmente das pessoas. Aliás, não de todas, mas daquelas pessoas não-click. Hoje as pessoas não-click irritaram-me ainda mais. E mais e mais. E eu hoje até que gritei com algumas. As outras pura e simplesmente as ignorei, assim como me ignoras tu e aquele e mais outro. Mas tu ignoras demais. Sempre mais. Mas eu não quero falar de ti. Talvez seja até por tua casa que eu não tenho mais alento (de viver), e se assim é prefiro não falar de ti. E talvez seja como o outro diz, que escrever limpa a alma. Escrever ou falar? As duas. Mas como eu agora não tenho ninguém para falar, e talvez não me sinta bem a falar sobre estas coisas (uma vez que já tentei com o Marco e não deu resultado), escrevo. Porque o meu escrever é a minha forma de pensar e lidar com as situações. Não sempre, mas hoje é. Apenas porque me apetece. E escrevo e escrevo e volto a escrever. E porque sou mulher (serei?) e por mais forte que tente parecer esvaio-me em lágrimas nos dias mais tristes. Lágrimas essas que me ensopam os olhos sempre que eu preciso de ver mais nítido. E que caem em rebolão face abaixo, deixando-me depois com uns papos horrorosos por baixo dos olhos. Mas eu hoje não vou chorar. Ou pelo menos vou fazer por isso. E se repararem só damos o verdadeiro valor às coisas quando realmente as perdemos. E eu tenho por defeito fazer isso. Maldito defeito. E não há nada de me console hoje. É aquela típica sensação do "falta-me algo". Mas normalmente as pessoas sabem o "algo" que lhes falta, eu não sei o meu. Ou talvez até saiba perfeitamente, mas não o queira dizer. Porque lá está, tento parecer forte e tenho problemas de expressão. Tanto na fala como na escrita. Oh, mas eu pela escrita claro que conseguia dizer o que me falta. Mas não o vou fazer. Porque quem eu realmente quero que venha cá ler estas porcarias que eu escrevo, nunca vem. Logo eu não vou estar a escrever para quem não interessa. Não é que quem cá vem não interesse, porque há um ou dois que interessam (bastante). Não são é esses que me fazem sentir assim.

E isto é só mais um vomitado de um dia mau. Só isso.

«Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?»

perfeita perfeita perfeita perfeita perfeita!

«The best friend is a sacred loyal and loving, protective and supportive companion. The best friend is a confidante, a keeper of secrets, a maker of memories, a weaver of dreams. Near or far, the best friend is always there, in deed, in thought, in spirit.»

(Ana Pedro)

Saturday, January 06, 2007

É bom ter de volta aqueles que achávamos que já tínhamos perdido.

Tuesday, January 02, 2007

Adorava eu poder dizer-te tudo aquilo que sinto quando penso em ti. Quando alguma coisa ou objecto faz o meu cérebro projectar a tua pequena imagem. É estranho, mas às vezes, quando penso em ti, ainda "apareces" de caracóis. E rio-me, com isto. Mexo um pouco a cabeça como que a ajustar as ideias e aí sim apareces tu, agora. Com o cabelo curto, quase sem caracóis, e de barba. Adoro a tua barba. Adoro tudo. Mas esse tudo por vezes vira nada. Nada esse que me magoa e me fere. Mas a vida é mesmo assim.
[Que seja o que Sananda quiser.]

Monday, January 01, 2007

«Quando se ama alguém tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. (...) É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais
fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver.»

Friday, December 29, 2006

Eu disse-te uma vez que, quando tivéssemos que caminhar por realidades diferentes, por mais abalada que eu ficasse com tudo isso, não me ia sufocar em lamentações tristes e melancólicas. Porque o melhor de ti já tu mo deste: já me mostraste a tua forma e o teu jeito de amar alguém, já te entregaste a mim, de corpo e alma, já me balbuciaste coisas ao ouvido que jamais pensei ouvir da tua boca, ou da de alguém. E agradeço-te por isso. Por me teres mostrado todo esse teu mundo. Por me teres feito crescer. Aliás, agradeço-te por tudo, especialmente pela paciência. Sim, porque eu posso ter tido alguma, mas tu não ficaste de longe atrás. Eu sei que sou complicada. Ah, e obrigada também por (quase) nunca teres desistido... de mim, de nós. Por teres tentado sempre mais uma e outra vez. Desculpa a forma como por vezes te trato. E todas as coisas e mais alguma que tu sabes tão ou melhor que eu.

Há-de chegar um dia que eu vá ler este texto e sinta o que aqui escrevi. Eu sei que esse dia vai chegar, só não sei é quando.

Thursday, December 21, 2006

Quem diz que Amor é falso ou enganoso

Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.

Amor é brando, é doce, e é piedoso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.

Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.

Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria.

Luís de Camões

Friday, December 15, 2006

dás-me cabo do coração
fases más
todos nós temos as nossas
eu estou numa
agora
e amanhã
e depois de amanhã
ah
e também estive ontem
e quiçá, anteontem

Friday, December 08, 2006

blá blá blá

Sunday, November 26, 2006

Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós... sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas, o último adeus... sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
É o amor que chega ao fim.
Um final assim, assim é mais fácil de entender...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse é mais fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.

The Gift

Monday, November 20, 2006

Délia: Ai rapaz, eu assim não sei quem te atura... (risos)
Afonso: A tua irmã.

Saturday, November 18, 2006

O verbo ler não suporta o imperativo. É uma
aversão que compartilha com outros: o verbo
"amar"... o verbo "sonhar"... É evidente que se pode
sempre tentar. Vejamos: "Ama-me!" "Sonha!" "Lê!"
"Lê, já te disse, ordeno-te que leias!"
- Vai para o teu quarto e lê!
Resultado?
Nada.
Daniel Pennac, "Como um Romance"

Friday, November 10, 2006


hit me. punch me. smash me. hate me. drink me. seduce me. kill me. hug me. love me. need me. fear me. want me. kiss me.

Sunday, November 05, 2006

O futuro é coisa do passado

Eu não esqueci nem um milímetro teu
Nenhum milímetro do teu rosto
Do teu corpo
Da tua voz

Não esqueci o toque suave das tuas mãos
Nem a doce maneira como ajeitavas o cabelo
Antigamente fazias rolinhos, nos caracóis
Agora, apenas e só o despenteias

Não esqueci também nenhuma das palavras que me disseste ao ouvido
Nem aquelas em que gritaste, comigo

Não esqueci o teu perfume
O teu gosto
O teu sabor

Não esqueci também a maneira como me olhavas
Como me acariciavas
Como me falavas de amor

Não esqueci nunca todas as lágrimas que chorámos juntos
Nem as vezes em que me pediste colo
Ou aquelas em que me apertaste a mão

Não esqueci nenhuma das promessas que me fizeste
Também não me esqueci das que não cumpriste

Não me esqueci do envolvente abraço
Nem do sentimento que me fazias sentir quando apertavas o teu peito contra o meu
Também não me esqueci do puzzle
Nem das posições "inteligentes" dos abraços, que tanto alarido provocaram

Não me esqueci das conversas até às cinco da manhã
Nem do frio que apanhava quando as tínhamos

Não me esqueci de nenhuma ida ao cinema
Nem do conforto e da segurança que a tua mão me proporcionava num filme de terror

Não me esqueci de ti
Nem nunca vou esquecer




5 de Novembro de 2006

Saturday, November 04, 2006

"O amor que eu te tenho é um afecto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor
Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme que nunca assisti antes
Poderia se chamar labirinto
Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar aurora
Pois vejo um novo dia que está por vir
Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta, mas sei que não é assim
Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado
Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer aventureiro
Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo"
"E eu me lembro do seu rosto
Do seu gosto
Dos seus dedos
Que entre os meus
Se confundiam
E pareciam
Ser um do outro
Entrou pra sempre
Dentro
Do meu corpo
O seu corpo
Se escrevendo em minha pele
O amor nos perguntou
E nós dois dissémos que sim"

Wednesday, November 01, 2006

A vida está a ensinar-me aos poucos a viver sem ti. Já não fazes tanta falta quanta fazias. E também já não penso em ti com tanta intensidade. As coisas que fizeste e continuas a fazer têm contribuído para isso. Bastante. E a cada dia que passa, me desiludes mais. Onde se meteu o verdadeiro eu que me mostraste? Ou ter-me-ás mostrado o falso? A quem mostras tu, afinal, o teu verdadeiro eu? A mim não foi, concerteza. Ou se foi, ele sofreu uma grande transformação. Tenho muita pena, mas já não és o mesmo.

E também me está a ensinar a não pronunciar "para sempre". O para sempre nunca existe. Nem nunca vai existir.