Friday, December 08, 2006

blá blá blá

Sunday, November 26, 2006

Talvez por não saber falar de cor, imaginei
Talvez por saber o que não será melhor, aproximei
Meu corpo é o teu corpo, o desejo entregue a nós... sei lá eu o que queres dizer.
Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas, o último adeus... sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
É o amor que chega ao fim.
Um final assim, assim é mais fácil de entender...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse é mais fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor, não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.

The Gift

Monday, November 20, 2006

Délia: Ai rapaz, eu assim não sei quem te atura... (risos)
Afonso: A tua irmã.

Saturday, November 18, 2006

O verbo ler não suporta o imperativo. É uma
aversão que compartilha com outros: o verbo
"amar"... o verbo "sonhar"... É evidente que se pode
sempre tentar. Vejamos: "Ama-me!" "Sonha!" "Lê!"
"Lê, já te disse, ordeno-te que leias!"
- Vai para o teu quarto e lê!
Resultado?
Nada.
Daniel Pennac, "Como um Romance"

Friday, November 10, 2006


hit me. punch me. smash me. hate me. drink me. seduce me. kill me. hug me. love me. need me. fear me. want me. kiss me.

Sunday, November 05, 2006

O futuro é coisa do passado

Eu não esqueci nem um milímetro teu
Nenhum milímetro do teu rosto
Do teu corpo
Da tua voz

Não esqueci o toque suave das tuas mãos
Nem a doce maneira como ajeitavas o cabelo
Antigamente fazias rolinhos, nos caracóis
Agora, apenas e só o despenteias

Não esqueci também nenhuma das palavras que me disseste ao ouvido
Nem aquelas em que gritaste, comigo

Não esqueci o teu perfume
O teu gosto
O teu sabor

Não esqueci também a maneira como me olhavas
Como me acariciavas
Como me falavas de amor

Não esqueci nunca todas as lágrimas que chorámos juntos
Nem as vezes em que me pediste colo
Ou aquelas em que me apertaste a mão

Não esqueci nenhuma das promessas que me fizeste
Também não me esqueci das que não cumpriste

Não me esqueci do envolvente abraço
Nem do sentimento que me fazias sentir quando apertavas o teu peito contra o meu
Também não me esqueci do puzzle
Nem das posições "inteligentes" dos abraços, que tanto alarido provocaram

Não me esqueci das conversas até às cinco da manhã
Nem do frio que apanhava quando as tínhamos

Não me esqueci de nenhuma ida ao cinema
Nem do conforto e da segurança que a tua mão me proporcionava num filme de terror

Não me esqueci de ti
Nem nunca vou esquecer




5 de Novembro de 2006

Saturday, November 04, 2006

"O amor que eu te tenho é um afecto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
Que não deveria se chamar amor
Poderia se chamar nuvem
Pois muda de formato a cada instante
Poderia se chamar tempo
Porque parece um filme que nunca assisti antes
Poderia se chamar labirinto
Pois sinto que não conseguirei escapulir
Poderia se chamar aurora
Pois vejo um novo dia que está por vir
Poderia se chamar abismo
Pois é certo que ele não tem fim
Poderia se chamar horizonte
Que parece linha reta, mas sei que não é assim
Poderia se chamar primeiro beijo
Porque não lembro mais do meu passado
Poderia se chamar último adeus
Que meu antigo futuro foi abandonado
Poderia se chamar universo
Porque nunca o entenderei por inteiro
Poderia se chamar palavra louca
Que na verdade quer dizer aventureiro
Poderia se chamar silêncio
Porque minha dor é calada e meu desejo é mudo
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo"
"E eu me lembro do seu rosto
Do seu gosto
Dos seus dedos
Que entre os meus
Se confundiam
E pareciam
Ser um do outro
Entrou pra sempre
Dentro
Do meu corpo
O seu corpo
Se escrevendo em minha pele
O amor nos perguntou
E nós dois dissémos que sim"

Wednesday, November 01, 2006

A vida está a ensinar-me aos poucos a viver sem ti. Já não fazes tanta falta quanta fazias. E também já não penso em ti com tanta intensidade. As coisas que fizeste e continuas a fazer têm contribuído para isso. Bastante. E a cada dia que passa, me desiludes mais. Onde se meteu o verdadeiro eu que me mostraste? Ou ter-me-ás mostrado o falso? A quem mostras tu, afinal, o teu verdadeiro eu? A mim não foi, concerteza. Ou se foi, ele sofreu uma grande transformação. Tenho muita pena, mas já não és o mesmo.

E também me está a ensinar a não pronunciar "para sempre". O para sempre nunca existe. Nem nunca vai existir.

Saturday, October 28, 2006

Não te percebo.

Tuesday, October 24, 2006

Quando a Chuva Passar

Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade um dia vai acabar
Só quero te lembrar
De quando a gente andava nas estrelas
Nas horas lindas que passamos juntos
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não termina agora
Pois essa tempestade um dia vai acabar
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela e veja: eu sou o sol
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão

Ivete Sangalo

(pá, eu posso mesmo dizer que sou uma apaixonada por esta mulher :$)

Monday, October 23, 2006

Pensando bem... é extremamente engraçada a forma como a minha vida em tão pouco tempo deu uma volta tão grande e acentuada.

Tuesday, October 17, 2006

Sozinho

Às vezes, no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado, juntando o antes, o agora e o depois
Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho!
Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus segredos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém
Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?
Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama, só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura
Onde está você agora?
Quando a gente gosta é claro que a gente cuida
Fala que me ama, só que é da boca pra fora
Ou você me engana ou não está madura
Onde está você agora

Caetano Veloso

Friday, October 13, 2006

?

Era hoje que eu estava a precisar daquele xi. Onde é que estás? Já não te sinto. Fazes-me falta.

Friday, October 06, 2006

Fuga

"Mas também sei que fujo porque desejo que me sigas, que me procures, que a minha ausência te faça vir ao meu encontro. As mulheres não foram feitas para correr; se o fazem, é para serem apanhadas."

Estou-te a fugir, percebes?

Thursday, October 05, 2006

Saturday, September 09, 2006

Aromas e Temperos

Porque é que continuas a fazê-lo, se sabes que me fazes tanto mal? Pára, de uma vez por todas. Deixa-me aqui, sossegada, no meu canto. Refaz a tua vida. Deixa-me aqui.



Continuo a amar-te, como sempre, desde sempre. E sei que, infelizmente, não vou deixar nunca de o fazer. Continuas e continuarás a fazer-me mal. Estejas presente, ou não. Apenas o simples aroma do teu perfume me provoca mal. Muito mal. Nem tu calculas o quanto. Cheiro-te, na rua, nos meus sonhos, na minha cama. Cheiro-te como nunca! Cheiro-te uma última e outra última vez, para poder ficar para sempre com aquela breve recordação, que me embebeda de um amor incondicional, graças a ti. E não me orgulho disso. Tenho pena de ainda não me ter conseguido livrar de ti. Do teu maldito cheiro! Do teu maldito gosto! Tomo-te o gosto, em cada beijo que me dás. E recordo-o, mesmo agora. Aquele beijo que nos envolve num só. Aquele beijo que ainda agora me atormenta. Persegues-me, mesmo não sabendo. E assim vivo, dia após dia, com a mesma sensação da tua presença, do teu toque, do teu sorriso, da tua pele. E assim te amo, todos os dias. Uns mais desenfreados que outros, mas todos os dias! Amo-te e tenho raiva de mim mesma, por isso! Mas a culpa não é tua. É minha! A culpa é toda minha!



19 de Agosto de 2006

(Dei asas aos dedos, enquanto estava de férias. Nada pessoal.)

Friday, September 08, 2006

♥


Para que é que queres que te faça textos grandes, bonitos, se o que conta é o sentimento? Tu sabes bem que eu gosto de estar ali, no quentinho, contigo, sem ter mais nada para fazer. De te ouvir respirar; de sentir as tuas mãos quentes e fortes segurarem as minhas pequenas e frágeis, e frias. De te poder abraçar, beijar, acariciar quando e como quero. De ouvir um amo-te. De te dar um beijinho à socapa, para mais ninguém ver. De ti. Estás melhor assim? Estás mais contente? Bem... eu não vou dizer que me sinta mais contente, uma vez que até nem estou, mas posso dizer que sim, que te fiz a vontade. Acho que me sinto melhor por isso. Estás bem? É que se tu estiveres bem, eu também estou. Agora, e sempre.

Sabes que não sou lamechas, mas também sabes que é de coração.

Monday, September 04, 2006

de ti

apenas te quero quando (te) necessito. uso-te, é verdade. mas será que tu também não me usas a mim? oh, pois claro que usas. usas e deitas fora, quando o dia acaba. e quando temos que dizer "adeus". usas, abusas, e deitas fora. embebedas-me de ti. do teu sabor. do teu cheiro. da tua pele. do teu toque. para depois me mandares embora. e eu, claro, vou. vou e volto, como sempre. volto e caio no mesmo ciclo vicioso, que de nós já se apoderou. queres matar-me? pois se é isso que queres, desengana-te. não me matas, apenas me torturas. mais e mais, todos os dias. todos os dias.
preciso de ti.

Saturday, August 12, 2006

mar de agosto

ah poizé. tenho-vos a dizer (lol?) que ia morrendo no outro dia :] pois ia. eu, a auri e o afonso. se bem que este último continue a dizer que não. mas pronto. imaginem onde. no mar, claro. e em que mar? ora tentem lá adivinhar também. no da costa, claaaaaaro! e porquê? porque o mar começou a puxar connosco lá dentro. ora bem, eu passo a explicar melhor: foi numa manhã de quinta-feira, se não estou em erro, na praia da costa-nova, em aveiro. os três pintelhos já tinham ido à água, já se tinham molhado, já tinham chafurdado muito. resolveram ir secar, para a toalha, evidentemente. tudo muito bem. uma meia hora mais tarde, sentem que estão a ficar muito quentes, e como parvinhos (or not) que são resolvem ir à água outra vez. entram muito divertidos, a daniela (sempre) com as suas grandes dificuldades para conseguir mergulhar, devido apenas e só ao frio destas nossas águas portuguesas. começam então a afastar-se um pouco, mas nunca excedendo o limite de profundidade. quando (e mais uma vez) a nossa querida (?) daniela lhes diz que está a ficar com frio, começam a nadar para terra firme. quanto mais nadam, mais se afastam. num curto espaço de tempo já estão mais para lá do que alguma vez poderiam imaginar. as ondas começam a cruzar, como é tão típico e nosso conhecido do mar da costa-nova. a daniela, a auri não sei porque não quis falar muito com ela sobre isso, começou a perder as forças e a desistir de tentar nadar. com isto as ondas começam a ser mais e mais fortes, e esta começa a engolir cada vez mais água. começa então a entrar em pânico! tenta pedir ajuda ao que está mais próximo, que por sinal era o afonso, quando este lhe diz para manter a calma e tentar nadar o mais rápido possível quando a próxima onda vier. ela tenta fazer isso, mas de nada lhe serve. tenta então ir para junto dele e da prima, numa tentativa (frustrada) de arranjar apoio. começa então a aperceber-se da gravidade da situação, pensando repetitivamente: "daqui já não me safo. daqui já não me safo". por um toque de magia, ou então de força divina, ou então do mero destino, sente que já não está tão longe da praia como dantes. começa então a nadar, com todas as forças que lhe restam. nada, nada e nada! consegue! sente que finalmente tem pé! e assim continua, nadando o mais que pode, até conseguir sair daquele mar aterrador, que por pouco lhe levou a vida; a ela e aos seus dois mais-que-tudos. sai da água, em pânico. não espera por eles. está demasiado transtornada para isso. sente que finalmente aquele pesadelo acabou. está viva, inteira! o afonso tenta falar com ela mas ela pede-lhe que se cale, que não o quer ouvir. balbucia umas poucas palavras e estende-se na toalha. não quer saber de ninguém. e aí fica, à espera que eles cheguem. eles chegam e fazem o mesmo. passados cinco minutos o afonso vem ter com ela e pergunta-lhe se está bem. ela diz que sim. ele abraça-a e diz-lhe para ter calma, que já passou. ela sente-se bem, reconfortada, segura. ela sabe que ele a ama, e ama-o também. do fundo do coração.
um grande obrigada a vocês os dois. amo-vos de coração.